Ser coach ou não ser, eis a confusão!

Ser coach ou não ser, eis a confusão!

Eu sou coach há mais de sete anos e confesso que de uns dois anos para cá tenho percebido dois tipos de movimentos, que são os “anticoaches” e o “todo mundo é coach”.O primeiro é avesso ao segundo pelo fato do Coaching ter ganhado uma proporção enorme nos últimos anos, virou “a bola da vez” e infelizmente, muitas pessoas que o dizem ser, nem sempre passaram por uma formação adequada para ser um bom profissional e virou o “chatonildo” em seu meio, “o coachtista” (coach fanático), o vendedor sem ser vendedor, sai “atirando para todo lado” e acha que todo mundo precisa de Coaching, que um chavão muito comum usado no nosso meio.

      Meu objetivo aqui é trazer uma reflexão aos coaches, como profissionais e aos “avessos aos coaches”, sobre as confusões que estão acontecendo entre o que é realmente “ser um coach” e “não o ser”.

O Coaching é capaz de transformar a vida das pessoas (se elas quiserem, é claro!) e realmente faz a diferença dentro dos resultados de uma organização e por isso, todo mundo que passa por uma formação quer que o mesmo aconteça com todo mundo. Porém, o que trago aqui serve de alerta quando o assunto é carreira, nova profissão e aí entram vários fatores importantíssimos que esse novo profissional deve levar em conta, antes de sair se vendendo como profissional coach.

  1. O primeiro fator é ver o Coaching como “Missão de Vida” e “Vocação”: É comum sair de uma formação de Coaching e ficar empolgado, tocado, sensibilizado, pois os cursos promovem de forma profunda o autoconhecimento, que é o primeiro passo para ser um profissional. Porém, preste atenção nessa hora! Assim como em toda carreira, se a nossa missão de vida não tem nada a ver com a vocação e vice-versa, dificilmente teremos sucesso. A confusão que o recém-formado faz está em “descobri a minha missão de vida e agora quero levá-la para todo mundo”, como se todo mundo quisesse. Wow! Para tudo! Vamos lá! Depois da missão de vida vem a vocação para ser coach, a que tipo de nicho e pessoa que ele atenderá, afinal, é um negócio, tem que ser levado a sério se quiser se diferenciar no mercado. Quando em me formei lá no início de 2012, eu escolhi o nicho de carreira e liderança, não foi aleatório ou porque dava dinheiro, mas porque estava ligado a minha vocação e a minha missão de vida, ou seja, estava congruente, com a minha experiência, propósito e visão e por isso venho alcançando resultados positivos até hoje, assim como vários profissionais de excelência que conheço no meio Coaching. E sabe o que acontece quando acha que “ser coach” é apenas viver a missão de vida? Corre-se o risco de “ser chato” ou ser coach 100% voluntário pelo resto da vida.
  2. O segundo fator é “Quero viver de Coaching”: Se quer viver de Coaching, tem que se preparar, ter coragem de empreender. É comum eu escutar: “Nossa! Eu gosto tanto de ser coach, que não tenho coragem de cobrar para atender!”, Wow! Vamos lá! A menos que o coach tenha quem o sustente em casa ou tenha um trabalho paralelo, é impossível viver apenas pela missão de vida. Se quer viver de Coaching, deve desenvolver habilidades comportamentais como empreendedor, uma vez que é um negócio que começa como autônomo para muitas pessoas até se tornar uma empresa consolidada. E aqui existem alguns caminhos que levam um coach a ter sucesso ou não, assim como em qualquer profissão. Acredite! É possível viver de Coaching em um país como o Brasil que tem mais de 14 milhões de desempregados e várias empresas fechando as portas por causa da crise. Eis aí uma grande oportunidade de ajudar o nosso país e as pessoas crescerem, mas é preciso usar estratégias corretas que nenhuma escola de Coaching vai ensinar para seu aluno, assim como em nenhuma escola e faculdade ensinou enquanto estudávamos. É preciso unir os skills certos (técnico e comportamental). Só assim conseguirá unir missão, trabalho e carreira e entregar valor ao cliente para fazer o negócio de Coaching ser rentável.
  3.  O terceiro e último fator nesse artigo, pois existem mais, é “Ser seguro e passar segurança ao cliente”. E aqui costumo dizer, antes de procurar por uma formação de Coaching, não procure a mais “barata” ou “a que se divulga melhor nas mídias sociais”. Faça um estudo antes com base no seu objetivo de vida e carreira. E aqui vale para o coach e para quem vislumbra essa profissão. Se o seu objetivo é se formar para atuar como profissional, leve em consideração a seriedade das escolas, quais órgãos são certificados internacionalmente, quantos anos de mercado possui, se ela atende o seu propósito enquanto visão profissional, pesquise, pesquise, pesquise. Sabe por quê? Porque aqui no mercado, do lado de fora, a empresa que te contratará exigirá uma formação séria e que dê resultados. Algo muito importante para a segurança de um coach e para a segurança do coachee (cliente), além da formação em uma escola séria é estudar continuamente, investir em cursos sobre o comportamento humano, não focar apenas em um método, uma escola, fazer cursos internacionais, investir em uma mentoria para ajudá-lo em sua jornada, tudo isso faz parte da carreira de um coach. O investimento na carreira de Coaching é imprescindível para o sucesso profissional e dicas de passagem, é alto, que de cara, inicialmente, entre básico (Personal & Professional), intermediário (Business e/ou Executive) e avançado (Master Coach) serão gastos no mínimo R$ 40.000,00, isso sem contar os cursos adicionais. Para isso, um bom planejamento financeiro poderá ajudá-lo.

      E para não estender muito esse assunto, que oriento na minha Coachtoria Empreendedor Coach de forma mais aprofundada, deixo aqui duas considerações importantes aos “coaches” e “anticoaches”. Aos coaches que querem ser profissionais, essa foi a melhor escolha que eu fiz na minha carreira, não me arrependo de nada, eu tinha certeza que esse era o caminho que queria trilhar e o faço com muita seriedade, dedicação e invisto nisso constantemente – simplesmente está no meu DNA e no que realizo todos os dias. Aos “anticoaches”, o Coaching sempre existiu, é milenar, não é “modinha”, vale a pena conhecer mais, se aprofundar, procurar profissionais sérios quando precisar. Mas assim como eu disse acima em outras palavras, só é considerado coach, quem não invade o espaço do outro e fica “forçando a barra” como se todo mundo fosse obrigado a passar por um processo de Coaching – isso é invasivo, é chato. O coach de excelência entende quando é o momento de cada um e nem por isso deixa de ser coach.

Espero que esse artigo tenha sido útil para você. E se gostou, convido você a compartilhá-lo com alguém que gostaria de saber disso também!

Grande abraço!

Até a próxima! 

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Patrícia administrator

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