Arquivo mensal junho 2019

Ser coach ou não ser, eis a confusão!

Eu sou coach há mais de sete anos e confesso que de uns dois anos para cá tenho percebido dois tipos de movimentos, que são os “anticoaches” e o “todo mundo é coach”.O primeiro é avesso ao segundo pelo fato do Coaching ter ganhado uma proporção enorme nos últimos anos, virou “a bola da vez” e infelizmente, muitas pessoas que o dizem ser, nem sempre passaram por uma formação adequada para ser um bom profissional e virou o “chatonildo” em seu meio, “o coachtista” (coach fanático), o vendedor sem ser vendedor, sai “atirando para todo lado” e acha que todo mundo precisa de Coaching, que um chavão muito comum usado no nosso meio.

      Meu objetivo aqui é trazer uma reflexão aos coaches, como profissionais e aos “avessos aos coaches”, sobre as confusões que estão acontecendo entre o que é realmente “ser um coach” e “não o ser”.

O Coaching é capaz de transformar a vida das pessoas (se elas quiserem, é claro!) e realmente faz a diferença dentro dos resultados de uma organização e por isso, todo mundo que passa por uma formação quer que o mesmo aconteça com todo mundo. Porém, o que trago aqui serve de alerta quando o assunto é carreira, nova profissão e aí entram vários fatores importantíssimos que esse novo profissional deve levar em conta, antes de sair se vendendo como profissional coach.

  1. O primeiro fator é ver o Coaching como “Missão de Vida” e “Vocação”: É comum sair de uma formação de Coaching e ficar empolgado, tocado, sensibilizado, pois os cursos promovem de forma profunda o autoconhecimento, que é o primeiro passo para ser um profissional. Porém, preste atenção nessa hora! Assim como em toda carreira, se a nossa missão de vida não tem nada a ver com a vocação e vice-versa, dificilmente teremos sucesso. A confusão que o recém-formado faz está em “descobri a minha missão de vida e agora quero levá-la para todo mundo”, como se todo mundo quisesse. Wow! Para tudo! Vamos lá! Depois da missão de vida vem a vocação para ser coach, a que tipo de nicho e pessoa que ele atenderá, afinal, é um negócio, tem que ser levado a sério se quiser se diferenciar no mercado. Quando em me formei lá no início de 2012, eu escolhi o nicho de carreira e liderança, não foi aleatório ou porque dava dinheiro, mas porque estava ligado a minha vocação e a minha missão de vida, ou seja, estava congruente, com a minha experiência, propósito e visão e por isso venho alcançando resultados positivos até hoje, assim como vários profissionais de excelência que conheço no meio Coaching. E sabe o que acontece quando acha que “ser coach” é apenas viver a missão de vida? Corre-se o risco de “ser chato” ou ser coach 100% voluntário pelo resto da vida.
  2. O segundo fator é “Quero viver de Coaching”: Se quer viver de Coaching, tem que se preparar, ter coragem de empreender. É comum eu escutar: “Nossa! Eu gosto tanto de ser coach, que não tenho coragem de cobrar para atender!”, Wow! Vamos lá! A menos que o coach tenha quem o sustente em casa ou tenha um trabalho paralelo, é impossível viver apenas pela missão de vida. Se quer viver de Coaching, deve desenvolver habilidades comportamentais como empreendedor, uma vez que é um negócio que começa como autônomo para muitas pessoas até se tornar uma empresa consolidada. E aqui existem alguns caminhos que levam um coach a ter sucesso ou não, assim como em qualquer profissão. Acredite! É possível viver de Coaching em um país como o Brasil que tem mais de 14 milhões de desempregados e várias empresas fechando as portas por causa da crise. Eis aí uma grande oportunidade de ajudar o nosso país e as pessoas crescerem, mas é preciso usar estratégias corretas que nenhuma escola de Coaching vai ensinar para seu aluno, assim como em nenhuma escola e faculdade ensinou enquanto estudávamos. É preciso unir os skills certos (técnico e comportamental). Só assim conseguirá unir missão, trabalho e carreira e entregar valor ao cliente para fazer o negócio de Coaching ser rentável.
  3.  O terceiro e último fator nesse artigo, pois existem mais, é “Ser seguro e passar segurança ao cliente”. E aqui costumo dizer, antes de procurar por uma formação de Coaching, não procure a mais “barata” ou “a que se divulga melhor nas mídias sociais”. Faça um estudo antes com base no seu objetivo de vida e carreira. E aqui vale para o coach e para quem vislumbra essa profissão. Se o seu objetivo é se formar para atuar como profissional, leve em consideração a seriedade das escolas, quais órgãos são certificados internacionalmente, quantos anos de mercado possui, se ela atende o seu propósito enquanto visão profissional, pesquise, pesquise, pesquise. Sabe por quê? Porque aqui no mercado, do lado de fora, a empresa que te contratará exigirá uma formação séria e que dê resultados. Algo muito importante para a segurança de um coach e para a segurança do coachee (cliente), além da formação em uma escola séria é estudar continuamente, investir em cursos sobre o comportamento humano, não focar apenas em um método, uma escola, fazer cursos internacionais, investir em uma mentoria para ajudá-lo em sua jornada, tudo isso faz parte da carreira de um coach. O investimento na carreira de Coaching é imprescindível para o sucesso profissional e dicas de passagem, é alto, que de cara, inicialmente, entre básico (Personal & Professional), intermediário (Business e/ou Executive) e avançado (Master Coach) serão gastos no mínimo R$ 40.000,00, isso sem contar os cursos adicionais. Para isso, um bom planejamento financeiro poderá ajudá-lo.

      E para não estender muito esse assunto, que oriento na minha Coachtoria Empreendedor Coach de forma mais aprofundada, deixo aqui duas considerações importantes aos “coaches” e “anticoaches”. Aos coaches que querem ser profissionais, essa foi a melhor escolha que eu fiz na minha carreira, não me arrependo de nada, eu tinha certeza que esse era o caminho que queria trilhar e o faço com muita seriedade, dedicação e invisto nisso constantemente – simplesmente está no meu DNA e no que realizo todos os dias. Aos “anticoaches”, o Coaching sempre existiu, é milenar, não é “modinha”, vale a pena conhecer mais, se aprofundar, procurar profissionais sérios quando precisar. Mas assim como eu disse acima em outras palavras, só é considerado coach, quem não invade o espaço do outro e fica “forçando a barra” como se todo mundo fosse obrigado a passar por um processo de Coaching – isso é invasivo, é chato. O coach de excelência entende quando é o momento de cada um e nem por isso deixa de ser coach.

Espero que esse artigo tenha sido útil para você. E se gostou, convido você a compartilhá-lo com alguém que gostaria de saber disso também!

Grande abraço!

Até a próxima! 

Inteligência Artificial em alta e Inteligência Emocional em baixa

O mundo todo falando sobre Inteligência Artificial, enquanto muitas pessoas estão se sucumbindo por falta de Inteligência Emocional. Será que estamos diante de uma uma evolução ou involução humana?

Pesquisas indicam que quanto maior é a Inteligência Intelectual, menor é a Inteligência Emocional…O fato é que há muito tempo estamos falando de Inteligência Artificial, que é cada vez mais presente no nosso dia-a-dia e também um caminho sem volta. Os robôs, os chat bots, tecnologia 5G, os carros autônomos e as novas formas de se (re) inventar, tudo acontecendo muito rápido.

Ao mesmo tempo, tem-se falado muito de problemas e doenças emocionais que afetam diretamente a Inteligência Emocional de uma pessoa. Basta ver as notícias na TV ou observar o comportamento de pessoas que conhecemos de longe, mas que podem estar bem perto de nós também. Depressão, síndrome de burnout (esgotamento profissional), entre outras doenças psicossomáticas, não escolhem o rosto, o bolso, o corpo e nem o quanto de sucesso e fama uma pessoa tenha. Entre tantos outros problemas que extrapolam o nosso entendimento humano, que estão destruindo vidas de forma violenta.

  • O fato é que se trouxermos para a área profissional, uma pessoa com baixa IE não consegue usar o seu talento e inteligência ao máximo e nem se relaciona de forma equilibrada com as pessoas.
  • Além disso, são vítimas das circunstâncias e não protagonistas da própria história.
  • Sua autoestima é baixa, assim como sua flexibilidade para mudanças.
  • E seus resultados estão sempre aquém do que gostaria de ter, pois simplesmente se coloca na posição de coadjuvante e não como líder de si mesmo.

💣Infelizmente muitas pessoas desconhecem seu ponto de equilíbrio e se tornam uma bomba relógio, prestes a explodirem. A baixa Inteligência Emocional cega o indivíduo e ele acha que está sempre certo e que a culpa é do outro…Mas nesse caso, a culpa é tão somente da falta de autoconhecimento e isso reflete na vida pessoal e profissional. A partir do momento em que nos vemos, é impossível deixarmos de nos ver, mas é preciso coragem e um respeito profundo consigo mesmo. A partir do autoconhecimento profundo é possível reconhecer emoções que causam todos os problemas acima mencionados e eliminar as causas de vez com a ajuda de profissionais especializados.

Como você lida com suas emoções diante de uma adversidade?

Você é reativo diante de uma situação problemática ou pensa com cautela?

De 0 a 10, o quanto você se posiciona diante de um novo desafio?

Como recebe as más notícias ou notícias que não te agradam?

Eu não sei o que você respondeu acima e como isso tem refletido nos resultados das diversas áreas de sua vida e principalmente nos âmbitos pessoal e profissional, mas se alguma dessas respostas estiver impactando a sua vida de forma negativa, talvez seja a hora de parar e ter um encontro consigo mesmo.

O AUTOCONHECIMENTO é o primeiro estágio para melhorar o POSICIONAMENTO de um indivíduo na sua vida pessoal e/ou profissional. Sem isso, o SER não se reconhece, o FAZER não se estabelece e o TER não se merece. É como se alguém estivesse tentando subir a escada e não passasse do primeiro degrau.

Posicione-se! 🔝 Invista no seu autoconhecimento, seja o protagonista da sua própria história! Desenvolva o poder da sua inteligência multifocal e do autoconhecimento.

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